Racha político em Conquista: filiação de Diogo Azevedo ao PSDB, dobradinha com Tiago Correia e possível ação judicial movimentam bastidores
A política de Vitória da Conquista ganhou novos contornos nesta semana após o vereador Diogo Azevedo anunciar sua saída do União Brasil e oficializar filiação ao PSDB. A movimentação, que já era especulada nos bastidores, foi confirmada na última segunda-feira (24) e veio acompanhada de outro anúncio de peso: sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições de 2026.
Eleito vereador em 2024 com 6.017 votos, sendo o mais votado do pleito municipal, Diogo agora reposiciona sua trajetória política mirando o cenário estadual e federal.
Dobradinha com Tiago Correia reforça novo grupo político

Dentro dessa nova configuração, Diogo Azevedo também confirmou uma “dobradinha” política com o deputado estadual Tiago Correia, que deve disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia.
A aliança chama atenção por envolver um nome que, em momentos anteriores, orbitava o campo político ligado à prefeita Sheila Lemos. Nos bastidores, a aproximação entre Diogo e Tiago sinaliza uma reorganização de forças e pode indicar um novo eixo de articulação política na cidade.
Saída do União Brasil evidencia racha na base governista
A desfiliação de Diogo Azevedo do União Brasil não ocorre de forma isolada. Pelo contrário, o movimento evidencia um racha dentro da base política ligada à prefeita Sheila Lemos, que já vinha apresentando sinais de desgaste.
A mudança de partido e o reposicionamento político do vereador indicam distanciamento do grupo que o elegeu, abrindo espaço para novas alianças e ampliando o cenário de disputa em Vitória da Conquista.
Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que a movimentação pode impactar diretamente a formação de grupos para 2026, antecipando uma disputa que já começa a se desenhar de forma intensa.
Possível ação judicial pode alterar composição da Câmara
Além do impacto político, a saída de Diogo do União Brasil também levanta questionamentos jurídicos.

O primeiro suplente do partido, Alisson Sá, conhecido como Alisson da Educação, avalia ingressar com ação na Justiça Eleitoral solicitando o mandato do vereador. A alegação se baseia nas regras de fidelidade partidária, que preveem que o mandato pertence ao partido, e não ao eleito — salvo em casos de justa causa.
Segundo informações de bastidores, Alisson entende que a desfiliação pode configurar irregularidade, o que, se reconhecido pela Justiça, poderia levar à perda do mandato por parte de Diogo.
Cenário de incerteza e disputa antecipada
Diante desse conjunto de fatores — mudança partidária, nova aliança política e possível judicialização — o cenário político de Vitória da Conquista entra em uma fase de instabilidade e reconfiguração.
A pré-candidatura de Diogo Azevedo segue mantida, mas o futuro político do vereador ainda depende de desdobramentos jurídicos e articulações políticas nos próximos meses.
Enquanto isso, o episódio reforça o clima de disputa antecipada para 2026 e evidencia que os bastidores da política conquistense já estão em ebulição.


