O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou ontem que será pré-candidato à reeleição nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metrópole, quando o petista também rebateu críticas da oposição sobre uma suposta “fadiga de material” de sua imagem e de seu grupo político.
Segundo Jerônimo, o primeiro ciclo de quatro anos de governo termina já inserido no processo pré-eleitoral e não há dúvidas quanto à sua intenção de disputar um novo mandato. A confirmação oficial ocorrerá “no momento adequado”, disse ele. Durante a entrevista, o governador destacou seu papel de liderança dentro do grupo político que sustenta o governo e afirmou conduzir as articulações com diálogo, embora as decisões finais passem por sua avaliação, respeitando a hierarquia do cargo.
Ele comparou a dinâmica da base governista à condução política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando a convivência com aliados de diferentes partidos e lideranças expressivas. Nomes como os senadores Jaques Wagner, Otto Alencar e Angelo Coronel, além de secretários e dirigentes com peso político, foram lembrados pelo governador, que reforçou que, apesar da pluralidade, a condução do processo passa por sua liderança.
Jerônimo afirmou ainda não ver fundamento nas críticas de desgaste precoce do grupo no poder. Para ele, a agenda intensa de viagens e entregas realizadas em centenas de municípios baianos demonstra vitalidade política e administrativa.
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O governador também anunciou que realizará mudanças em sua equipe de governo até o final de janeiro, após um balanço de sua gestão. Secretários e dirigentes que pretendem disputar as eleições de 2026 devem deixar seus cargos. “Janeiro é a minha data. Vou chamar uma reunião para fazer um balanço e, a partir daí, realizar a reforma”, afirmou, sem cravar datas específicas, mas garantindo que o processo será concluído ainda em janeiro, mesmo com o prazo legal de desincompatibilização se encerrando em abril.
Além da reeleição, Jerônimo comentou a disputa pelo Senado Federal, que envolve nomes da base governista. Segundo ele, há espaço para composição, mas as duas vagas são limitadas. Os pré-candidatos principais são os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), além de Rui Costa (PT). O governador afirmou que esforços estão concentrados na união da base, apesar de críticas de Coronel à candidatura de Rui Costa.
“Temos tratado e vamos encontrar uma saída”, disse Jerônimo, reforçando o compromisso de evitar divisões dentro do grupo político.
Com informações do Tribuna da Bahia


