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Federação de Indústrias da Bahia afirma que manutenção dos juros em 15% dificulta a atividade econômica

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Foto: José Simões/FIEB

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) emitiu nota de posicionamento questionando o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) que manteve, nesta quarta-feira, (28) a taxa Selic em 15% ao ano. Para a entidade, manter a Selic em 15% “constitui uma escolha que penaliza o trabalho, asfixia o setor produtivo e o desenvolvimento do País”.

Na avaliação da FIEB, trata-se de “medida exagerada” e lembra que a inflação acumulada em 12 meses registra 4,26%, índice abaixo do teto da meta. Além disso, pontua que as próprias projeções do Banco Central apontam para uma desaceleração da inflação ao longo de 2026.

Para a Federação, a decisão desconsidera a desaceleração econômica e penaliza o setor produtivo, em especial, a indústria brasileira. O setor, conforme diz a nota, já vem enfrentando dificuldades face aos “elevados custos operacionais, crédito caro e escasso, elevada carga tributária e distorções tarifárias que corroem sua competitividade e comprometem seriamente a geração e a manutenção de empregos”.

Taxa de Juros

Ao divulgar a manutenção da Taxa Selic em 15% ao ano, o Comitê de Política Monetária afirmou entender que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Votaram por essa decisão os membros: Gabriel Muricca Galípolo (presidente do BC), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

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