Justiça encerra ação contra acusado de matar três mulheres em Ilhéus por insuficiência de provas

A investigação sobre o assassinato de três mulheres em Ilhéus, no sul da Bahia, continuará sem um responsável definido após a absolvição de Thierry Lima da Silva. A decisão da 1ª Vara Criminal, assinada em 8 de outubro, concluiu que as provas reunidas no processo não permitem atribuir os homicídios ao acusado.
O crime ocorreu em agosto de 2025 e vitimou Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41 anos, Mariana Bastos da Silva, de 20, e Alexsandra Oliveira Suzart, de 45. As três foram encontradas mortas em uma área de mata próxima à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), um dia depois de desaparecerem durante uma caminhada na Praia dos Milionários. Os exames apontaram ferimentos provocados por arma branca.
Entre os pontos avaliados pelo juiz estão a ausência de registros que colocassem o acusado no local dos assassinatos e a falta de material genético que o relacionasse às vítimas. A arma utilizada no crime também não foi localizada.
A sentença ainda questionou o reconhecimento fotográfico realizado durante a investigação. A testemunha já havia visto imagens de Thierry na imprensa e, posteriormente, recebeu apenas uma fotografia dele na delegacia. O magistrado considerou que o procedimento não seguiu as exigências legais.
A suposta confissão atribuída ao acusado também não foi considerada suficiente. Parte das declarações teria ocorrido em conversas informais com policiais, sem gravação ou registro oficial. Em seu interrogatório, Thierry negou ter confessado os crimes.
Com a decisão, fundamentada na insuficiência de provas prevista no Código de Processo Penal, a prisão preventiva foi revogada. O acusado deverá ser colocado em liberdade caso não exista outra ordem de prisão contra ele.
O Ministério Público da Bahia e a Polícia Civil foram comunicados sobre a sentença e poderão avaliar a continuidade das investigações para identificar quem cometeu os assassinatos.

