Fraudes disparam no Brasil e Bahia aparece entre os estados mais afetados

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O Brasil registrou 10,8 milhões de tentativas de fraude entre janeiro e setembro de 2025, um crescimento de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço expressivo, que equivale a uma ocorrência a cada 2,2 segundos, acompanha a intensificação do uso de serviços digitais e acende um alerta para consumidores, empresas e instituições financeiras. Os dados são do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian.

A projeção da datatech é ainda mais preocupante: mantido o ritmo atual, o país pode ultrapassar 14 milhões de tentativas de golpe até o fim de 2025. O movimento revela a sofisticação crescente das estratégias criminosas e a ampliação do alcance das fraudes no ambiente online. O levantamento mostra que o Sudeste concentra quase metade das tentativas de fraude do país, com 5,2 milhões de registros, o equivalente a 48,2% do total.

Em seguida aparece o Nordeste, que contabilizou cerca de 2,1 milhões de ocorrências nos nove primeiros meses do ano, mantendo-se como a segunda região mais visada pelos golpistas. O Sul surge na terceira posição, com 1,7 milhão. Dentro do Nordeste, a Bahia se destaca negativamente em números absolutos, figurando entre os estados com maior volume de tentativas de fraude no país. Foram 568.294 registros no período analisado, o que coloca o estado à frente de outras unidades da região, como Ceará e Pernambuco.

Na análise proporcional à população, a Bahia registra 4.247 tentativas de fraude por milhão de habitantes, índice abaixo da média nacional, mas ainda considerado elevado, sobretudo diante da crescente digitalização dos serviços financeiros e do comércio eletrônico no estado. Alvo dos criminosos O setor financeiro segue como o principal alvo dos criminosos.

Bancos, emissores de cartões e instituições financeiras concentraram 60% de todas as tentativas de fraude mapeadas no país. Desse total, 52,3% ocorreram no segmento de Bancos e Cartões, enquanto as Financeiras responderam por 7,7%. Segundo a Serasa Experian, os fraudadores priorizam ambientes onde há maior possibilidade de monetização rápida, mas também exploram vulnerabilidades em setores como Serviços, Telefonia e Varejo, que funcionam como portas de entrada para cadastros, assinaturas e transações digitais.

Com informações do Tribuna da Bahia

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