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Rosânia Silva, 47 anos: uma mulher, uma mãe, uma cidadã de Vitória da Conquista

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Hoje a cidade vive horas de angústia esperando que um novo milagre aconteça.

Mas uma pergunta precisa ser feita.

Até quando só Deus fará a sua parte?

Há poucos meses um homem foi sugado exatamente pela mesma galeria na Avenida Caracas.

Sobreviveu por um milagre.

A cidade inteira viu.

A cidade inteira entendeu o recado.

Ali existia uma armadilha urbana pronta para transformar chuva em tragédia.

Era hora de agir.

Era hora de corrigir o problema.

Era hora de impedir que aquilo voltasse a acontecer.

Mas nada foi feito.

Nada.

O perigo ficou no mesmo lugar.

Esperando.

E hoje Vitória da Conquista revive o mesmo drama.

No mesmo ponto.

Pelo mesmo motivo.

Quando um risco é conhecido e o poder público escolhe ignorá-lo, o que acontece depois deixa de ser acidente.

Passa a ser consequência da omissão.

E enquanto a cidade vive essa angústia, dois movimentos políticos acontecem.

A prefeita já se projeta como possível candidata a vice-governadora da Bahia.

Ao mesmo tempo, dentro da própria cidade, lançou o marido candidato.

Não tenho nada contra ele.

Mas é impossível ignorar o símbolo disso.

Ele é o primeiro cavalheiro da cidade e passa a representar justamente a continuidade dessa gestão.

Isso transforma inevitavelmente a eleição em um julgamento da própria administração.

De um lado, o projeto de levar esse modelo de gestão para toda a Bahia.

De outro, o projeto de mantê-lo dentro de casa em Vitória da Conquista.

Diante disso, a pergunta é simples.

Conquista quer continuar esperando milagres?

Ou quer uma administração que faça a sua parte antes que a tragédia aconteça?

Porque milagre pertence a Deus.

Responsabilidade pertence a quem governa.

Por
Leonardo Mascarenhas

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