O proprietário da fábrica clandestina desarticulada na última quarta-feira (14) em Vitória da Conquista durante a Operação Potabilidade se apresentou à polícia. De acordo com a Polícia Civil., o homem prestou depoimento acompanhado de sua advogada e forneceu mais informações sobre o funcionamento do local.
O homem, que não teve a identidade revelada, confessou ser o responsável pelo estabelecimento de produção ilegal de refrigerantes há cerca de 10 anos. Cada unidade era vendida por R$ 1,66, sem nota fiscal, para atacadistas de diversas cidades da região, como Poções, Planalto e Barra do Choça.
Ainda de acordo com a PC, o produto também era comercializado no CEASA de Vitória da Conquista. O órgão de segurança divulgou oficialmente o rótulo do refrigerante para que a população denuncie à vigilância sanitária caso encontre o item sendo vendido em estabelecimentos. Confira:

O caso
A ação da Polícia Civil resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel onde funcionava, de forma irregular, a produção de refrigerantes e outras bebidas destinadas ao consumo humano no bairro Boa Vista. De acordo com as investigações, a fábrica operava sem qualquer autorização legal, em condições higiênico-sanitárias precárias, fabricando bebidas sem autorização e utilizando rótulos sem registro e sem validade junto aos órgãos competentes.
O imóvel já havia sido alvo de fiscalização e interdição em 2018. No momento da ação, o local estava vazio, e foram encontradas garrafas vazias de bebidas com rótulos originais retirados para reutilização irregular, além de insumos armazenados de forma inadequada. A ação contou com a presença de auditor fiscal do Ministério da Agricultura, que lavrou o Termo de Suspensão Temporária das atividades e realizou a lacração do estabelecimento. Ao todo, foram interditadas 1.632 unidades de garrafas de refrigerante de 330 ml, além de 18 mil rótulos, 10 mil tampinhas, 18 quilos de aromatizantes, três quilos de adoçantes, além de maquinário.




