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Polícia Federal emite nota de esclarecimento sobre a Operação Hang Loser

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No dia 28/05/2026, a Polícia Federal em Vitória da Conquista deflagrou a Operação Hang Loser, visando reprimir crimes envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes, com armazenamento virtual em nuvem de arquivos contendo cenas de tais abusos.

O investigado alvo da operação sofreu medida de busca e apreensão em sua residência, quando foram apreendidos seus aparelhos celulares para realização de perícia e análises.

A investigação teve início a partir de relatórios cibernéticos dando conta do armazenamento virtual em nuvem dos arquivos do conteúdo ilegal referido, com indício de que algumas das fotos armazenadas teriam sido produzidas pelo próprio investigado.

Nesse contexto, os crimes em apuração são os de Estupro de Vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e de produção e armazenamento de material contendo cena de abuso sexual contra criança ou adolescente, previstos nos artigos 240 e 240-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Nota divulgada pela Polícia Federal

Ao deflagrar a operação, a Polícia Federal encaminhou nota à imprensa nos seguintes termos:

“Vitória da Conquista/BA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (28/5), a Operação Hang Loser, com o objetivo de reprimir os crimes de estupro de vulnerável, além da produção, do armazenamento e da aquisição de fotografias e vídeos contendo abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

Durante a ação, foi cumprido mandado de busca e apreensão em Vitória da Conquista. Na mesma oportunidade, o aparelho celular do suspeito foi apreendido pela equipe policial e será submetido à perícia para extração e análise de dados.

A investigação teve início a partir de relatórios de inteligência cibernética que apontaram o upload e o armazenamento de arquivos com conteúdo ilícito e abusivo na internet. O investigado poderá responder pelos crimes de estupro de vulnerável, bem como de produção de material de abuso sexual infantojuvenil e armazenamento de material abusivo.”

Nomenclatura e alerta

Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas.

O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

Esclarecimento sobre informações divulgadas nas redes sociais

Nos dias seguintes à deflagração da operação, circulou pelas redes sociais informações de que a Polícia Federal teria encontrado um estúdio de produção de material de abuso sexual de crianças e adolescentes na residência que sofreu a medida de busca e apreensão, o que na verdade não aconteceu.

A Polícia Federal NÃO encontrou estúdio de produção de material audiovisual de abuso sexual de crianças e adolescentes na residência onde foi realizada a busca.

O que ocorreu foi que, em análise comparativa entre as imagens que a investigação já dispunha com o ambiente da residência, foi possível comprovar que o investigado tirou algumas fotos de abuso de uma criança em ambientes da casa, como a sala ou o quarto, não se tratando, portanto, de estúdio de produção deste tipo de material em larga escala.

Prisão preventiva

Após a deflagração da operação, e com base nas provas recolhidas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, visando garantir a eficácia da justiça, a segurança social e a aplicação da lei penal, prisão que foi cumprida no último sábado, dia 30/05/2026.

Orientação à sociedade e à imprensa

Com estes esclarecimentos, fica reposta a verdade dos fatos, e o alerta para que a sociedade e os órgãos de imprensa busquem as informações nos canais institucionais da Polícia Federal, para que se evite a disseminação de notícias falsas.

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