Os gargalos viários de Vitória da Conquista exigem planejamento estrutural
Vitória da Conquista cresceu rapidamente nas últimas décadas e hoje enfrenta um problema típico das cidades médias que avançaram mais rápido do que sua infraestrutura urbana, os gargalos viários. Regiões como os Campinhos, a saída para Brumado, o acesso à Urbis VI e a ligação para Barra do Choça já demonstram sinais claros de saturação, especialmente nos horários de pico.
Grande parte desses cruzamentos ainda funciona “em nível”, ou seja, com tráfego cruzando diretamente avenidas e rodovias. Isso aumenta congestionamentos, reduz a fluidez e amplia os riscos de acidentes. Nesse contexto, a construção de viadutos, elevados, trincheiras e rotatórias inteligentes passa a ser uma necessidade gradual e inevitável para a cidade.
Mas a solução não depende apenas de obras isoladas. É necessário um plano integrado de mobilidade urbana e expansão viária. Cito abaixo, alguns exemplos de soluções.
Construção de viadutos nos pontos mais críticos, duplicação e modernização dos acessos urbanos, criação de vias alternativas e anéis viários complementares e integração do trânsito urbano com a BR-116.
É decisivo a articulação política. Obras desse porte exigem participação conjunta da prefeitura, governo estadual e governo federal, além da atuação de bancadas parlamentares para captação de recursos.
Vitória da Conquista já atingiu um porte populacional e econômico que exige intervenções estruturantes. Sem isso, os gargalos tendem a crescer junto com a cidade, comprometendo mobilidade, economia e qualidade de vida.


