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Nova lei incentiva criação de corredores ecológicos em Vitória da Conquista

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A preservação da natureza também depende da conexão entre os espaços verdes. Quando áreas de vegetação ficam isoladas umas das outras, animais silvestres encontram mais dificuldades para se deslocar, buscar alimentos e se reproduzir. Para contribuir com a proteção da biodiversidade e a recuperação ambiental, a Prefeitura de Vitória da Conquista instituiu, por meio da Lei nº 3.246/2026, o Programa Municipal de Implantação de Corredores Ecológicos.

A iniciativa estabelece diretrizes para conectar áreas de vegetação nativa, parques urbanos, fragmentos florestais e outros espaços naturais do município. Na prática, os corredores ecológicos funcionam como caminhos verdes que facilitam a circulação de animais e contribuem para a conservação de espécies fundamentais ao equilíbrio ambiental.

Essas conexões podem ser formadas por diferentes tipos de vegetação, como árvores, arbustos e cercas vivas. Um exemplo é a recuperação de uma faixa de vegetação entre duas áreas verdes, permitindo que aves, pequenos mamíferos e outros animais encontrem condições mais favoráveis para circular entre esses ambientes.

Além de proteger a fauna e a flora, a criação desses corredores pode trazer benefícios para a população. A ampliação da cobertura vegetal ajuda a amenizar o calor, melhorar as condições ambientais dos espaços urbanos e favorecer a infiltração da água da chuva no solo.

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Para colocar o programa em prática, o município poderá identificar áreas prioritárias, realizar estudos ambientais e desenvolver ações de recuperação de espaços degradados. Entre as medidas previstas estão o plantio de árvores, o reflorestamento com espécies nativas, a arborização urbana e a integração de áreas verdes públicas e privadas.

A legislação também incentiva a implantação de jardins para polinizadores, como abelhas e borboletas, que transportam o pólen entre as flores. Esse processo é fundamental para a reprodução de diversas espécies vegetais e para a produção de alimentos.

A implantação do programa poderá contar com a participação de moradores, instituições de ensino e pesquisa, organizações da sociedade civil e entidades ambientalistas. A lei prevê o envolvimento desses setores no planejamento e no acompanhamento das iniciativas, além da realização de campanhas educativas e atividades pedagógicas para conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental.

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