Em sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (11), os vereadores de Vitória da Conquista manifestaram preocupação quanto ao encerramento do contrato entre a Prefeitura de Vitória da Conquista e o Hospital Unimec para os atendimentos do SUS a partir do dia 1º de março.
No último dia 9 de fevereiro, o Hospital Unimec emitiu um comunicado informando o fim da prestação de serviços de pronto-socorro para os usuários do Sistema Público de Saúde, além da suspensão dos leitos de internações clínicos e cirúrgicos mantidos através do vínculo direto com a Prefeitura. A vereadora Márcia Viviane (PT) destacou o grave impacto da decisão.
“O Unimec sempre prestou um serviço essencial ao município, desde o pronto-socorro até a pactuação de leitos clínicos e cirúrgicos. Não era apenas um prestador privado, mas um parceiro da rede”.
A sobrecarga de outras unidades de saúde também é peça central das preocupações da vereadora, sobretudo na UPA – Unidade de Pronto Atendimento e no Hospital São Vicente.
“Essas unidades não vão suportar o volume de atendimentos, principalmente os de menor complexidade, que eram absorvidos pelo Unimec”.
A vereadora Cris Rocha acionou a Comissão de Saúde da Câmara e agendou reunião com a Secretária Municipal de Saúde, Fernanda Maron, para o dia 19 de fevereiro para tratar do tema.
“Vamos buscar diálogo com a Secretaria e com o Hospital Unimec para que possamos chegar a uma solução. Nosso compromisso é fiscalizar, cobrar e defender o direito da população a uma saúde pública digna e eficiente”.
A Comissão de Saúde da Câmara é composta pelos vereadores Diogo Azevedo (União), Dra. Lara Fernandes (Republicanos) e Ricardo Babão (PCdoB).
O que diz o Unimec?
O Hospital Unimec justificou o encerramento do vínculo alegando que manutenção do contrato é inviável. A instituição considera que os recursos financeiros disponibilizados para atendimento ao SUS são insuficientes para cobertura dos custos de prestação dos serviços por uma entidade privada, como é o caso do Hospital Unimec.
O Hospital afirmou que “continuará contribuindo com a população através da oferta de leitos clínicos de internação em retaguarda pelo sistema de regulação estadual da SESAB – Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, porém, sem ser porta aberta para urgências e emergências.”
O que diz a Prefeitura?
A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que “foi surpreendida com um ofício do hospital comunicando o encerramento do contrato na última sexta-feira (6). Em dezembro de 2025, havia sido firmado um acordo para contrato emergencial, porém, a instituição optou pela descontinuidade do serviço”.
A gestão municipal garantiu que a população não ficará desassistida, com a “manutenção integral dos fluxos de urgência, emergência, cirurgias e internações por meio das demais unidades que compõem a rede e os serviços regulados pelo SUS.”


