Poções BA — A morte da adolescente Yasmin Santos Hermínio, aos 12 anos, ocorrida em setembro de 2024 após atendimento no Hospital São Lucas, voltou ao centro do debate público com o avanço do processo judicial que apura possível negligência médica. À época, o caso foi noticiado por blogs da região e gerou forte comoção na cidade.
O Ministério Público denunciou o médico H.T.B.J, que atuou no atendimento da adolescente, por homicídio culposo, sob a acusação de falhas graves na condução do caso. A denúncia reacendeu críticas antigas da população sobre a falta de estrutura do Hospital São Lucas e a omissão da Prefeitura de Poções, que, segundo moradores, não oferece condições adequadas para atendimentos de urgência.
Para muitos, a morte de Yasmin foi uma tragédia anunciada. Há anos se acumulam reclamações sobre ausência de exames, limitações técnicas e precariedade da saúde pública municipal. Quando o sistema falha, o resultado é devastador. Pais enterram filhos e carregam uma dor irreparável.
Na busca por justiça, a família contratou o advogado Leonardo Mascarenhas, de Vitória da Conquista, para atuar na área criminal como assistente de acusação, e o advogado Clever Pertence, responsável pelas medidas na esfera cível, inclusive quanto à responsabilização da Prefeitura de Poções.

O caso deixou de ser apenas uma perda familiar e passou a simbolizar um problema coletivo. Para a população, o mínimo que se espera é a condenação dos responsáveis e que o município responda por não garantir uma saúde pública digna, evitando que novas tragédias se repitam.



