Após operação, senador Jaques Wagner nega atuação em favor do Banco Master
Após operação da Polícia Federal realizada ontem (19), o senador baiano e líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, afirmou que os dólares apreendidos durante mandado de busca e apreensão têm origem em diárias pagas pelo Senado em razão de viagens para o exterior que realiza como parlamentar.
Em entrevista à BandNews, o petista também negou ter relação com Daniel Vorcaro e disse que não atuou em favor do Banco Master no Senado.
A assessoria de Jaques Wagner declarou, por meio de nota enviada para a imprensa, que o parlamentar acompanha com “tranquilidade” o andamento das investigações e se coloca à disposição da justiça. (Confira a íntegra ao final do texto)
As investigações apontam que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões. O parlamentar afirmou ainda que, se Lula não o retirar da função, permanecerá no cargo de vice-líder do governo e que vai manter a pré-candidatura à reeleição ao Senado.
Confira a nota completa:
Nota à imprensa
O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.
Assessoria do Senador Jaques Wagner

