DIGNIDADE OU DESCASO? O CONTRASTE NO ATENDIMENTO DO CAPS II EM VITÓRIA DA CONQUISTA

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Meu nome é Alain Lobo e venho a público relatar o que aconteceu neste dia 6 de maio de 2026 no CAPS II. Escrevo este texto não apenas por mim, mas pelas vozes que vi serem silenciadas pela espera e pela indiferença. Quero deixar claro: este não é um ataque à instituição, mas uma denúncia pontual contra a conduta do médico psiquiatra.

Minha jornada em busca de saúde começou cedo, mas foi marcada por frustrações. Pela manhã, a consulta com a assistência social não ocorreu devido à ausência da profissional por motivos de saúde, um imprevisto justificado e compreensível. No entanto, o que aconteceu à tarde foi inadmissível.

Retornei à unidade às 12h30 para o atendimento psiquiátrico que deveria começar às 13h. O Dr. só apareceu às 16h, chegando com lanche em mãos, enquanto pacientes aguardavam em condições desoladoras. Vi uma paciente ser dispensada pela terceira vez, precisando da intervenção da gerente para não voltar para casa sem o que precisava. Vi também uma mulher em pleno surto, sem medicação há dias, esperando por um socorro que não vinha.

Segundo relatos de quem convive ali, essa conduta é recorrente: ele chega quando quer, ignorando o cumprimento do ponto eletrônico seguido por todos os outros servidores. Ao finalmente entrar em sala, em vez de priorizar os casos graves na recepção, optou por atender residentes primeiro.

Diante de tamanha falta de ética e humanidade, eu me recusei a ser atendido por ele. Não confio minha saúde mental a um profissional que desrespeita seus pacientes e quebra o juramento da medicina. Preferi voltar para casa sem minha receita hoje, mas com minha dignidade intacta, sendo redirecionado para outro profissional amanhã, dia 7, no turno da manhã.

É revoltante ver o esforço dos funcionários do CAPS II — que prestam um atendimento de excelência, com carinho e zelo — ser manchado pela postura de um médico sem empatia. Agradeço à Vereadora Gabriela Garrido, que acolheu minha denúncia e me orientou no registro formal junto à Ouvidoria.

A saúde mental não espera e não pode ser refém do descaso.

Alain Lobo

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