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Reunião Emergencial: Prefeita Sheila Lemos manda interditar Rua Caracas e solicita intensificação nas buscas por Rosânia 

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Durante toda a tarde e início da noite, equipes da Casa Civil e das secretarias municipais de Segurança Pública, Serviços Públicos, Infraestrutura e Mobilidade Urbana, em apoio ao Corpo de Bombeiros, estenderam as buscas em todo o percurso do Rio Verruga. As buscas foram interrompidas às 19h, para garantir a segurança das equipes de resgate e devido à baixa visibilidade, que torna o trabalho ineficiente e perigoso.

A Prefeitura, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social, Educação e Saúde, presta auxílio à família de Rosânia, e também ao motorista do Uber, Rafael Porto, 26 anos, que conseguiu sair pela janela do veículo e alcançar a margem em segurança. Ele foi encaminhado para o Hospital Samur.

“Não vamos descansar enquanto Rosânia não for encontrada. Seguimos em oração e com a esperança de que ela esteja com vida e possa retornar ao convívio de sua família. Essa tragédia nos sensibiliza profundamente e poderia ter atingido qualquer pessoa que estivesse naquele local e naquele momento. Enfrentamos uma chuva atípica, de grande volume e não prevista pelo Inmet, que acabou atingindo um ponto sensível da nossa cidade: o trecho da Avenida Caracas. Desde novembro do ano passado, a Prefeitura já vem buscando recursos para realizar intervenções estruturais nessa área. Diante do ocorrido, determinamos a imediata interdição do trecho para garantir a segurança da população”, afirmou a prefeita Sheila Lemos.

Ela ressaltou ainda que diversas alternativas já haviam sido analisadas para o local enquanto se aguardava a liberação dos recursos necessários, mas nenhuma delas apresentava solução plenamente adequada. “Chegamos a avaliar a instalação de uma espécie de cerca com estacas para isolar o canal. No entanto, havia preocupação quanto à possibilidade de novos acidentes, especialmente envolvendo motociclistas que trafegam em alta velocidade pela via”, relatou.


Sobre o canal da Avenida Caracas

O canal da Avenida Caracas, localizado no bairro Jurema em Vitória da Conquista, enfrenta graves problemas de infraestrutura de drenagem de águas pluviais, que se intensificam durante temporais.  A galeria não suporta o volume de água, resultando em transbordamentos. “Consciente da situação daquele trecho, no mês de outubro nós cadastramos um projeto para o PAC, junto ao Governo Federal, num valor estimado de aproximadamente 10 milhões de reais, que vai contemplar a Avenida Caracas, a Juracy Magalhães e a Filipinas, visando ampliar totalmente a captação da drenagem naquele trecho. Além disso, na última semana, anunciamos toda a obra de infraestrutura do Leblon, que vai contemplar, além da pavimentação, obras de drenagem também na Avenida Caracas”, afirmou o secretário de Infraestrutura Urbana, Jackson Yoshiura.

A intervenção planejada pela Prefeitura de Vitória da Conquista prevê a duplicação da captação na Avenida Caracas, por meio da implantação de uma nova linha de aduelas de concreto armado, medindo 3,00m x 3,00m, com extensão de 225 metros. Essa estrutura visa ampliar a capacidade do sistema atual, que hoje é composto por tubulação metálica do tipo ARMCO.

Além disso, o projeto contempla um novo sistema de drenagem na Avenida Juracy Magalhães, no trecho compreendido entre a travessa da Rua José Pequeno e a Avenida Caracas, abrangendo aproximadamente 550 metros de extensão. No estágio de lançamento final, será executado um sistema com duas aduelas que direcionarão o fluxo das águas até as proximidades do Rio Verruga, garantindo a retirada do excedente pluvial do perímetro urbano. Toda a obra inclui ainda a recomposição do pavimento e a instalação de estruturas complementares, com um prazo de execução estimado em 12 meses após a conclusão do processo licitatório

Divergência nos Dados Meteorológicos

Apesar do monitoramento constante realizado pelos órgãos de controle, houve uma discrepância severa entre as previsões meteorológicas e o volume de chuva que efetivamente atingiu Vitória da Conquista nesta segunda-feira (9). Até as 10h da manhã, o município operava sob um alerta amarelo que previa um volume residual de no máximo 3mm a 5mm, sem qualquer indicativo de renovação ou agravamento por parte do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na prática, a cidade foi surpreendida por um fenômeno de magnitude muito superior à esperada. Enquanto os modelos matemáticos não apontavam riscos, o volume real chegou a registrar picos de 62mm em determinadas áreas, com uma média municipal de 31,25mm. Bairros como o Recreio e o Patagônia foram os mais atingidos, registrando 54,46mm e 43,71mm, respectivamente.

De acordo com o engenheiro da Defesa Civil, Gabriel Queiroz, a ausência de alertas oficiais dificultou a antecipação de medidas protetivas mais severas, uma vez que as imagens de satélite mostraram nuvens carregadas agindo de forma muito localizada e intensa sobre a mancha urbana, enquanto regiões como Bate-Pé e Inhobim não registraram precipitações. Essa imprevisibilidade técnica foi um fator determinante para a gravidade dos incidentes registrados, especialmente em pontos críticos de escoamento.

O Comitê de Crise monitora e atua em diversas ocorrências registradas em bairros e povoados.

A Prefeitura de Vitória da Conquista permanece de prontidão, com equipes de todas as pastas em campo para garantir a segurança da população e o restabelecimento da normalidade.

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