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Conquista: Câmara de Vereadores decide nesta sexta-feira (09) futuro de Dinho dos Campinhos após investigação por “rachadinha”; Decreto Parlamentar prevê suspensão por 60 dias 

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Foi incluído na pauta da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista desta sexta-feira (09) o Projeto de Decreto Legislativo Nº 33/2026, que dispõe sobre a aplicação da penalidade de suspensão do exercício do mandato do Vereador Gilvan Nunes Pereira, o Dinho dos Campinhos, nos termos do Código de Ética do Vereador e do Regimento Interno da Câmara Municipal.  O Projeto decorre do Processo Ético-Disciplinar Nº 001/2026, instaurado para apuração de conduta atribuída ao Vereador.

O texto, protocolado no sistema da Câmara nesta quinta-feira (08) e assinado pelo Presidente da Casa, Ivan Cordeiro (PL) e demais membros da mesa diretora, atribui a Dinho dos Campinhos (Republicanos) uma suspensão de 60 dias do exercício do mandato parlamentar. A informação já circulava nos bastidores da política conquistense e foi efetivamente confirmada após a publicação do documento. 

Na justificativa do Decreto, a Câmara delibera que a subcomissão processante reconheceu a quebra de decoro parlamentar por parte de Dinho dos Campinhos e considerando a gravidade da conduta determinou a suspensão do mandato. 

Relatório do Conselho de Ética recomendava pela cassação do mandato

Segundo apuração do Jornal A Tarde em reportagem publicada no último dia 17 de setembro, a relatora do processo no Conselho de Ética, a vereadora Gabriela Garrido (PV), recomendou a cassação integral do mandato em seu relatório.

De acordo com a parlamentar, o relatório foi entregue antes do prazo previsto para o processo. 

Relembre o Caso

O processo de suspensão de Dinho dos Campinhos se iniciou após denúncias de uma suposta exigência sistemática e reiterada da devolução de parte dos vencimentos pagos a um assessor parlamentar comissionado lotado no gabinete do vereador.

A prática, conhecida popularmente como “rachadinha”, consistiria no desvio da finalidade de recursos públicos destinados à remuneração de cargo em comissão. Conforme informações, a apuração teve origem em uma denúncia apresentada pelo ex-assessor do edil ao MP-BA e à Corregedoria da Câmara Municipal de Vitória da Conquista.

Conforme o relato, o vereador teria exigido a devolução de parte dos salários recebidos durante o período em que o denunciante trabalhou no gabinete dele. Ainda de acordo com a denúncia, os repasses seriam realizados por meio de transferências bancárias e transações via Pix.

A apuração teria áudios atribuídos ao vereador, nos quais ele orientaria o servidor sobre um suposto acordo segundo o qual o assessor permaneceria com cerca de R$ 700, enquanto o restante do salário deveria ser devolvido. Também foram anexados à denúncia extratos bancários e registros de movimentações financeiras que, segundo o denunciante, apontam devoluções frequentes de valores, algumas delas de até R$ 3,5 mil.

O material ainda indica que, em determinadas ocasiões, após as transferências, a conta bancária do ex-assessor teria ficado com saldo negativo. Uma estimativa aponta que o montante devolvido durante o período investigado varia entre R$ 45 mil e R$ 60 mil.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também instaurou um inquérito para apurar o caso.

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