Trabalhadores terceirizados da UESB paralisam novamente as atividades por falta de pagamento de salários

Os trabalhadores terceirizados da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) das áreas de limpeza, manutenção e recepção, paralisaram as atividades nesta quarta-feira (14) até o pagamento dos salários atrasados pelas empresas Creta e Java Vigilância.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (SindilimpBA), o contrato com a empresa continua deficitário e comprometendo as finanças dos profissionais que ainda não receberam os vencimentos.
“Depositaram para o pessoal da limpeza o vale alimentação, mas falta transporte e salário que não foram pagos. Já estamos em processo de paralisação desde a semana passada, mas resolvemos parar de uma vez até o salário ser pago”, afirmou o dirigente do SindilimpBA Reinaldo Neris, após plenária com os terceirizados.
Os trabalhadores paralisaram sucessivamente as atividades nos últimos meses em busca dos pagamentos dos vencimentos devidos, mas apesar das tentativas de negociação, nenhum tipo de acordo foi firmado até o momento.
Em nota, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) destacou que desde o início da nova gestão vem adotando medidas administrativas e institucionais para buscar uma solução para que os direitos dos trabalhadores terceirizados sejam assegurados.
Ainda de acordo com o documento, foram realizadas reuniões com representantes das empresas e das entidades sindicais, além de audiência de mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), solicitada pela própria Universidade.
A Uesb ainda reiterou que diante do esgotamento que diante do esgotamento das possibilidades de negociação e dos descumprimentos contratuais verificados, serão adotadas todas as medidas administrativas e legais cabíveis para responsabilização das empresas e para viabilizar, observados os requisitos legais e contratuais aplicáveis, o pagamento direto aos trabalhadores terceirizados dos valores que lhes sejam devidos, de modo a resguardar seus direitos e reduzir os prejuízos decorrentes do inadimplemento das empregadoras.
Paralelamente a Universidade afirmou que serão adotadas as providências administrativas, contratuais e judiciais pertinentes em relação às empresas Creta e Java, com o objetivo de proteger os trabalhadores, assegurar a continuidade dos serviços, preservar o patrimônio público e resguardar os interesses da Universidade.

